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Grandes avenidas ainda se abrirão por onde passará o homem livre! - Salvador Allende, 11 set 1973

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Mascarados – a verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc, publicado pela Geração Editorial é do 12º livro-reportagem da coleção História Agora, a mais polêmica do mercado editorial brasileiro, com obras como A Privataria Tucana, A Outra História do Mensalão, Segredos do Conclave e O Príncipe da Privataria – revela outra realidade, bem mais complexa. Pela visão da pesquisadora, socióloga e professora da Universidade Federal de São Paulo — Unifesp, Esther Solano Gallego, pelos relatos do jornalista Bruno Paes Manso e dos próprios Black Blocs, entrevistados pelo jornalista Willian Novaes, lança-se uma nova luz sobre o assunto.

A questão de fundo de nosso país está sendo equacionada: garantir a todos, mas principalmente aos pobres, o acesso aos bens da vida, superar a espantosa desigualdade e criar mediante a educação oportunidades aos pequenos para que possam crescer, se desenvolver e se humanizar como cidadãos ativos. Esse projeto despertou o senso de soberania do Brasil, projetou-o no cenário mundial como uma posição independente, cobrando uma nova ordem mundial, na qual a humanidade se descobrisse como humanidade, habitando a mesma Casa Comum.

Por Leonardo Boff

A vitória esmagadora de Evo Morales tem uma explicação muito simples: ganhou porque seu governo foi, sem dúvida alguma, o melhor da conturbada história da Bolívia. “Melhor” significa, claro, que realizou a grande promessa, tantas vezes não cumprida, de toda democracia: garantir o bem estar material e espiritual das grandes maiorias nacionais, desta heterogênea massa plebeia oprimida, explorada e humilhada por séculos. 

Por Atilio Boron

O presidente Evo Morales foi reeleito para governar a Bolívia no período de 2015 a 2020, depois de derrotar com facilidade seus quatro opositores nas eleições gerais de domingo (12/10/2014). O resultado tem imenso significado não só para a luta do povo boliviano por uma vida melhor, por um novo sistema econômico e político, pelo bem-viver, como assinala o programa do Movimento ao Socialismo, o MAS, partido e movimento político-social liderado pelo presidente Evo. Também para a América Latina, a vitória de Evo é repleta de significado. É um claro sinal favorável ao prosseguimento da luta pela libertação nacional e social na região. É a eleição de um revolucionário, um anti-imperialista, um socialista convicto.

A suspensão do bloqueio a Cuba foi respaldada por 188 países na Assembleia Geral da ONU, que votou nesta terça-feira (28/10), em Nova York, a resolução “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba”, apresentada pela 23ª vez pelo chanceler cubano Bruno Rodriguez. Apesar do apoio maciço dos países membros do organismo, novamente a resposta do governo norte-americano é negativa no sentido de acabar com a política de sanções ao país caribenho. A votação repete o resultado do ano anterior, ou seja, 188 países manifestaram-se a favor. Apenas os Estados Unidos e Israel votaram pela manutenção das medidas hostis e três países se abstiveram.

Por Théa Rodrigues

Em entrevista à Página do MST, Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, afirma que o papel da militância social nesta disputa eleitoral foi fundamental para a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), e coloca que “os movimentos sociais têm o grande desafio de seguir lutando por reformas estruturantes no Brasil”. Conceição falou ainda sobre a Reforma Agrária: “junto à luta pela Constituinte Exclusiva manteremos firme nossa luta pela terra e sua democratização do acesso e uso (...) A luta por Reforma Agrária é urgente e necessária, e a presidenta reeleita deve reconhecer esse fato e assentar as mais de 120 mil famílias acampadas pelo Brasil", reforça, ao dizer que "derrotamos o neoliberalismo nas urnas e agora segue a luta para derrotar o latifúndio e o agronegócio”.

Por Iris Pacheco

Dilma Rousseff não ganhou o segundo turno por conta de João Santana. A atuação de Lula, que segue sendo o grande eleitor do país, foi fundamental, mas outro elemento se mostrou determinante: a militância. Petistas ou pessoas que não são ligadas ao partido, mas defendem bandeiras de esquerda e enxergavam na continuidade do mandato uma possibilidade maior de diálogo para essas pautas, levaram, junto com organizações e movimentos sociais, a campanha ao espaço público e às redes sociais. Conquistaram votos como o PT fazia antigamente antes do partido se apegar demais ao poder e se apaixonar pelo reflexo no espelho.

Por Leonardo Sakamoto

VOTO CRÍTICO - Ontem, domingo, dia 26, votei na Dilma. Hoje, segunda-feira, dia 27, sou um ferrenho crítico do governo Dilma. Votei por quê?  Voltei na verdade não em Dilma, mas contra Aécio e a marcha-a-ré na História que ele representa. A volta às oligarquias, o poder passado de pai para filho, algo que cheira mofo já quase na metade da segunda década do século 21. Votei, constrangido, vendo na tela da urna eletrônica a imagem de Michel Temer, representante do bando de oportunistas que compõe o PMDB. Mesmo assim votei. Votei contra a volta às privatizações de bancos públicos e de empresas públicas lucrativas como a Vale do Rio Doce. 

Por Tarcisio Lage

Amigos e companheiras, o blogueiro desperta com uma ressaca estranha. Uma ressaca de alívio. Testemunhamos, ontem (26/10), o final de uma batalha épica, que marcará a história do Brasil e do mundo por décadas, quiçá por séculos. A esquerda ganhou contra tudo e contra todos. O povo mais humilde arrostou o retrocesso com a simplicidade de sua intuição superior.

Por Miguel do Rosário

Há poucos antecedentes, na história das democracia civilizadas, de uma operação destinada a interferir de forma tão descarada na vontade do eleitor como a reportagem de capa da revista VEJA publicada num ambiente de provocação, ódio e mentira, quando vigorava a Lei do Silêncio que antecede uma votação. Para derrotar o mais selvagem massacre de nossa história eleitoral, presidente manteve, na campanha, o que fez do governo: defesa dos mais pobres e menos protegidos. 

Por Paulo Moreira Leite

O segundo turno clareou o que estava em jogo. De um lado alinharam-se movimentos populares comprometidos com avanços sociais, centrais sindicais em busca de melhorias para a vida do trabalhador, partidos democráticos e progressistas que carregam no seu histórico a tentativa de transformação do país. De outro estiveram o oligopólio dos meios de comunicação, o capital financeiro, o imperialismo e os segmentos reacionários, fascistas e fundamentalistas, apavorados com qualquer avanço social, partidos de direita e conservadores que promovem as políticas neoliberais de arrocho, concentração de renda e exclusão social da população carente e da classe trabalhadora.

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