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Grandes avenidas ainda se abrirão por onde passará o homem livre! - Salvador Allende, 11 set 1973

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Um velho axioma das gramáticas políticas sugere que a guerra é a continuação da política por outros meios. Porém, o apotegma não propõe eliminar o exercício do diálogo e dos acordos que caracterizam essa velha atividade humana que implica a relação civil entre as pessoas para resolver os conflitos e a infinidade de problemas que surgem nas sociedades. Os únicos que têm tido essa pretensão são os seguidores do neoliberalismo que sempre quiseram substituir a política pela competição e pelos mercados. Seu ideal é subordinar a democracia aos ditames do mercado, dos preços, dos lucros e das lógicas bélicas. 

Por Horacio Duque Giraldo

A Grécia deixou de ser uma nação nos últimos seis anos. Transformou-se no grande açougue-escola do neoliberalismo. Praticou-se ali as mais variadas modalidades de cortes. Na Grécia, enquanto o país apodrecia a plutocracia engordava. Decididamente, o diagnóstico do ministro das finanças do governo Syriza é diferente do que pensa seu congênere, Joaquim Levy, quando se trata de restaurar a saúde das contas públicas e devolver poder de investimento ao Estado. Hoje na Grécia, a prioridade fiscal é taxar os ricos e desmontar a cleptocracia formada por endinheirados, banqueiros, seu braço midiático e os cúmplices no aparato público.

Por Saul Leblon

O Jornal da Globo ultrapassou todos os limites da manipulação no sentido de execrar com a Petrobras. Puro charlatanismo e economia de botequim. Os ataques dos dois comentaristas da Globo à Petrobras têm endereço certo: é parte de uma campanha contra o modelo de partilha de produção do pré-sal sob controle único da Petrobras, contra a política de conteúdo nacional nas encomendas da empresa e contra a contratação das grandes construtoras brasileiras para os serviços de construção de plataformas e outras obras civis, principalmente de refinarias.

Por José Carlos de Assis

Os meios de comunicação israelense destacaram que a operação de 28 de janeiro do Hezbollah, no território libanês ocupado das Granjas de Shebaa, contra um comboio sionista foi o pior golpe sofrido por Israel na fronteira norte desde a Guerra de julho de 2006. O Hezbollah deixou claro que está preparado para enfrentar uma guerra em grande escala caso Israel escolha provocar outra agressão militar contra o Líbano. A resistência advertiu que um conflito desse tipo produziria enormes danos materiais e econômicos para Israel. Também mostra que um ataque à Síria não ficará sem resposta e que os diferentes componentes do eixo da resistência estão plenamente coordenados. A operação fluiu em paralelo à reativação da resistência popular síria em Golã.

Por Yusuf Fernandez

O presidente de Cuba, Raúl Castro, exigiu dos Estados Unidos o fim do bloqueio econômico contra a ilha. “O estabelecimento de relações diplomáticas é o início de um processo rumo à normalização das relações bilaterais, mas isto não será possível enquanto o bloqueio existir”, afirmou Castro em seu discurso diante do plenário da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), realizada na Costa Rica. Esta foi sua primeira declaração após a reunião bilateral de alto nível feita na semana passada em Havana. “O problema principal não foi resolvido. O bloqueio econômico, comercial e financeiro, que provoca enormes prejuízos humanos e econômicos e é uma violação do direito internacional. Precisa parar”, defendeu Castro, ao reconhecer que o caminho que precisa ser trilhado é longo e difícil.

Por Pagina 12

Enquanto o novo governo da Grécia proclama o fim da austeridade, aprova eletricidade gratuita aos mais pobres e prepara a renegociação da divida, o governo brasileiro adota o arrocho que arrasou a Europa, aumenta tarifas e não faz a auditoria da dívida pública. O governo do Syriza tomou posse nesta terça-feira (27/01) e já anunciou as suas primeiras medidas. O salário mínimo sobe para 753 euros, vai ser facilitado o pagamento de impostos atrasados e foi aprovado que o governo fornecerá eletricidade gratuíta para 300 mil famílias pobres que não podem pagar. O governo grego também cancelou privatizações. Energia, portos e aeroportos não serão privatizados como mandava a Troika e funcionários públicos demitidos serão recontratados. Na política externa, a Grécia criticou as novas sanções da União Europeia contra à Rússia

Com base nas declarações e posições oficiais do SYRIZA, antes e durante a campanha eleitoral, o Partido Comunista da Grécia (KKE) avaliou que a nova composição do Parlamento e a formação de um governo do SYRIZA – isolado ou em coligação – vai seguir o velho caminho: o caminho de sentido único da União Europeia, os compromissos com o grande capital, os monopólios, a UE e a NATO, com implicações negativas para o nosso povo e o país. Mais uma vez o povo vai pagar o preço por essas escolhas. Globalmente, consideramos que a linha de contra-ataque e ruptura com o caminho de desenvolvimento capitalista e a UE e contra as políticas que apoiam este caminho, através da assimilação e da passividade, deve ser reforçada entre o povo e o movimento.

Por KKE

Considerando a França de hoje e os crimes antissemitas, mas não somente eles, cometidos há alguns anos e que precederam aqueles desse triste mês de janeiro, me parece que não podemos dispensar um olhar sobre a história da França nesses dois últimos séculos, o que implica levar em conta prioritariamente a história do colonialismo francês e dos crimes de toda ordem que ele cometeu. O primeiro-ministro, que não se notabiliza por usar a palavra certa, desta vez não se enganou quando disse, em tom alto e claro, que a sociedade francesa é hoje palco de um apartheid econômico, social e racial, embora este último não esteja inscrito na lei, como foi o caso na África do Sul. 

Por Michel Plon

Morreu no Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (28/01), aos 85 anos a atriz, a cantora e cineasta Vanja Orico, que se tornou internacionalmente conhecida em 1953, atuando e cantando "Muié rendeira" no primeiro filme brasileiro premiado em Cannes, "O Cangaceiro", de Lima Barreto. Participou de mais de 20 filmes e foi a única das nossas atrizes a atuar sob a direção do genial cineasta italiano Federico Fellini. Uma grande perda para a cultura nacional. Além da vida artística, Vanja Orico ficou conhecida como uma brasileira que lutou contra a ditadura militar e em 1968, durante o enterro do estudante Édson Luiz, morto pela repressão, apareceu em uma cena marcante que ficaria na memória de inúmeros brasileiros: de joelhos, lencinho branco na mão, se pôs defronte aos carros do exército aos gritos de “Não atirem, somos todos brasileiros”.

Nesta sexta-feira (30/01) será realizado na cidade do Rio de Janeiro o 5° ato contra o aumento das passagens, convocado pelo Movimento Passe Livre e pelos coletivos e organizações que lutam contra o aumento das passagens dos transportes públicos. Conforme informe do MPL, o VII Encontro contra o aumento das passagens deliberou que a concentração do ato será na Candelária às 17h. Nesta quinta-feira (29/01) ocorreram novos atos da campanha nacional ‎contra a tarifa‬ em três cidades do Rio de Janeiro (Niterói, Duque de Caxias e Nova Iguaçu) e na cidade de São Paulo, onde foi realizado o 6° ato contra o aumento das passagens em ocasião que também marcou os dez anos de fundação do Fórum Social Mundial e do Movimento Passe Livre. "Hoje a comemoração do aniversário é com luta!", disse o MPL. No 5º ato em São Paulo, na terça-feira (27/01), ocorreram novos epsódios de repressão gratuita e truculência policial contra os manifestantes que foram atacados dentro da Estação Faria Lima do Metrô, após o final do protesto.

Na fatídica entrevista dada ao Financial Times no dia 23/1, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o ministro Joaquim Levy não apenas esfregou os cortes do seguro-desemprego na cara dos trabalhadores brasileiros, o chamando de “ultrapassado”, mas foi muito mais além e escancarou – ainda mais - quais são suas reais intenções no comando do Ministério da Fazenda, “gentilmente” cedido pela presidente Dilma Rousseff, confrontando diretamente com todo o discurso aplicado durante as eleições. Austeridade é acabar com o seguro desemprego.

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