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Grandes avenidas ainda se abrirão por onde passará o homem livre! - Salvador Allende, 11 set 1973

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O empresário Ricardo Semler, que se tornou famoso com suas questionáveis técnicas de reengenharia e com a publicação do livro “Virando a própria mesa”, é um tucano assumido. Mas não é cínico ou falso moralista. Em artigo publicado na Folha desta sexta-feira (21), que repercutiu fortemente nas redes sociais, ele criticou os setores da oposição que pregam o impeachment da presidente Dilma Rousseff, reeleita democraticamente, e que tentam se aproveitar das recentes denúncias de corrupção no país. “Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite "escandalizada" com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia”, afirma. Vale conferir a sua análise. Ela serve de recado para alguns velhacos hidrófobos do PSDB e para setores da própria mídia golpista.

Por Altamiro Borges

Agora que fomos informados de que “o esquema criminoso atuava há pelo menos 15 anos na Petrobras,” conforme ensinam três procuradores do Ministério Público, convém fazer uma pergunta sempre necessária: onde foi parar o petrolão-PSDB? É uma pergunta pertinente, em particular depois que Fernando Henrique Cardoso considerou-se no direito de se dizer “envergonhado” pelo escândalo, afirmação que obrigou Ricardo Boechat a fazer uma correção em publico.

Por Paulo Moreira Leite

As grandes contrutoras OAS, Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez têm que pedir desculpas ao pais pela roubalheira que fizeram corrompendo por onde andam. E não pode haver receio de intervir nestas empresas que sujam e se lambusam por onde passam. Apesar das tentativas de manipulação político-eleitorais promovidas pela mídia golpista e direita tucano-fascista, a investigação e prisão de representantes do grande capital e a punição das empreiteiras representará um avanço para a sociedade brasileira, marcada pela impunidade dos capitalistas que tutelam e corrompem o estado e o sistema político. Leia a reportagem da Agência Pública sobre o poder das empreiteiras no capitalismo selvagem brasileiro.

Embora Rafael sequer estivesse se manifestando no dia em que foi preso em flagrante por porte de material explosivo – que na verdade consistia de material de limpeza, hoje ele é o símbolo das lutas da rua e um número: mais um jovem negro no sistema prisional brasileiro. A campanha pela liberdade de Rafael é a campanha pela liberdade de muitos jovens contra a criminalização de sua condição social e de sua cor de pele. Rafael foi condenado por estar na rua, foi sancionado por tirar uma foto na rua. Quantas outras criminalizações ainda vão ocorrer para que sua imagem seja tolerada, para que suas liberdades sejam respeitadas?

Leonel Brizola Neto (PDT), vereador carioca, está seguindo os passos do lendário avô. Na oposição ao governo municipal do Rio de Janeiro, que é chefiado por Eduardo Paes (PMDB), tem se destacado por questionamentos constantes à gestão educacional da Prefeitura. Esta tem sido caracterizada por práticas privatistas e pela supressão da autonomia pedagógica dos professores. Ademais, o vereador aprovou recentemente Moção de Repúdio ao prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, pelos exorbitantes gastos da Educação Municipal com a Fundação Roberto Marinho, que superam a casa dos R$ 48 milhões. Abaixo segue texto publicado no Facebook por Leonel Brizola Neto, em que tece ácidas críticas às Organizações Globo e, por extensão, à FRM, bem como às suas ingerências no sistema educacional público da cidade do Rio de Janeiro.

Por Roberto Bitencourt da Silva

Não se confunda esse sentimento com a histeria de uma elite incomodada com a ascensão dos pobres no mercado e na cidadania. Esta se resolve  em um resort em Miami. O mal estar progressista acumula as dores do parto de uma nação inúmeras vezes abortada na história. E mais uma vez agora na UTI, esmagada pelo cerco conservador, respirando por aparelhos. A construção  inconclusa de que falava Celso Furtado  enfrenta um de seus capítulos mais angustiante nas horas que correm. A prostração é a pior sequela. Mãos que deveriam se unir em caminhada resoluta ruminam a solidão da espera e da dúvida, apartadas entre si e da esperança. O conservadorismo atordoa o discernimento da sociedade com uma articulação vertiginosa de iniciativas.

Por Saul Leblon

Este depoimento foi enviado pela Márcia Bassetto Paes para o Bem Blogado. O blog se sente honrado por ter recebido este material contundente sobre uma pessoa que sofreu nas mãos dos militares golpistas. Depoimentos como este nos mostram o quanto é insano qualquer menção a intervenção militar ou qualquer outro tipo de golpe. “Aqui, no Bem Blogado, do amigo Washington Araujo, está publicado o meu relato feito à Comissão Nacionalda Verdade, em 28 de agosto deste ano. Levei mais de 35 anos pra elaborar essa fala e me apropriar dessa voz. Desde 2002 estou tentando elaborar esse passado, aos trancos e barrancos."

A oposição mudou sua estratégia. Das eleições findadas em 26 de outubro, extraiu a conclusão de que deveria passar imediatamente à ofensiva. Nada de acumular progressivamente forças, como em pleitos anteriores. A nova orientação é cristalina: acuar e sabotar o governo desde o primeiro momento. O objetivo de importantes setores conservadores está traçado: aproveitar as denúncias de corrupção na Petrobrás para levar a presidente às cordas e derrubá-la através de um golpe parlamentar, operado por uma maioria de centro-direita.

Por Breno Altman

Zumbi é a figura emblemática reverenciada no mês de novembro, mês da consciência negra no Brasil. Palmares era um quilombo pertencente ao estado de Pernambuco no século 17. Para lá iam milhares de negros, índios fugidos da escravidão dos engenhos e fazendas. O quilombo de Palmares, comunidade de quilombolas localizada na serra da barriga com uma área de 27 mil quilômetros quadrados, área equivalente a do atual estado de Alagoas. Chegou a habitar Palmares mais de 20 mil habitantes, correspondendo assim a 20% da população total de Pernambuco à época. Foi o mais importante quilombo das Américas e de maior resistência à escravidão e ao domínio português.

Por Fátima Teles

Em todo o Brasil, entidades e organizações do movimento negro saem às ruas nesta quinta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra. Em São Paulo, a concentração acontece às 11h no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. A data celebra o legado de Zumbi do Palmares, símbolo da luta contra o racismo e por uma sociedade livre e igualitária. Entidades querem reformas estruturais para combater o racismo, defendem a desmilitarização da polícia e o direito de expressão das religiões de matriz africana. O movimento denuncia o genocídio da juventude negra por forças policiais, as intervenções urbanas que isolam as periferias das grandes cidades e a pouca presença de negros nos espaços institucionais do Estado.

Roberto Tykanori é um militante da reforma psiquiátrica desde os anos 1980, quando ainda era estudante de medicina. Após trabalhar em diversos hospitais em Santos e São Paulo, o psiquiatra foi convidado, no início do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) a assumir a Coordenação-Geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, cargo que ocupa até hoje. O coordenador esteve em Porto Alegre para o lançamento de um projeto piloto de uma metodologia de avaliação dos serviços em saúde mental. Na ocasião, falou ao Sul21, juntamente com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, sobre o projeto, a reforma psiquiátrica e medidas para combater o uso de drogas. Ele destacou um programa criado nos Estados Unidos e já testado em São Paulo que fornece moradia e emprego para pessoas em situação de rua dependentes de crack e contou como isso quebrou alguns mitos em relação a esses usuários.

Por Débora Fogliatto

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