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Grandes avenidas ainda se abrirão por onde passará o homem livre! - Salvador Allende, 11 set 1973

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Tentativa canhestra e mal ensaiada de interferir no processo democrático, com uma edição antecipada para tentar solapar a soberania popular, exige que a presidente Dilma Rousseff discuta a sério a democratização dos meios de comunicação em seu provável segundo mandato, argumenta Paulo Moreira Leite, diretor do 247, em Brasília. "O golpe da semana só fará aumentar o número de cidadãos e de instituições convencidos de que a sobrevivência da democracia brasileira depende, entre outras coisas, que se cumpra a legislação que regula o funcionamento econômico da mídia", diz ele. A tentativa criminosa da revista Veja de solapar a democracia brasileira, a 48 horas do segundo turno da disputa presidencial, merece uma resposta institucional: a democratização dos meios de comunicação no Brasil. 

Nota púbica do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC. A jovem democracia brasileira testemunhou, nessa sexta-feira (24), mais um triste episódio de rebaixamento moral e ético, uma violação inaceitável dos princípios da liberdade de expressão e do direito à comunicação. A revista Veja, cuja circulação foi deliberadamente antecipada para tentar influir nas eleições presidenciais deste domingo, estampa em sua capa denúncias sem provas e absolutamente criminosas contra a presidenta da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula.

A última semana da campanha eleitoral foi marcada por intenso debate de ideias e mobilização popular. A presidenta Dilma, candidata à reeleição pela coligação Com a Força do Povo, demarcou nitidamente os campos, mostrou o que está em jogo, reforçou sua identidade democrática, patriótica e popular e deixou à mostra, com denúncias consistentes e bem feitas, o caráter antipopular, neoliberal e reacionário do candidato tucano Aécio Neves. Desde a redemocratização do país e a realização das primeiras eleições presidenciais, em 1989, a campanha que ora se encerra foi a mais acirrada e aquela em que ficou mais marcado o embate político e ideológico entre dois projetos antípodas, o que inevitavelmente marcará o desenvolvimento da luta política desde o primeiro momento pós-eleitoral e terá inevitáveis implicações no realinhamento de forças partidárias. 

Mais de 200 ativistas políticos, intelectuais, artistas gente de arte e cultura assinaram um manifesto sobre o dia 26 de outubro de 2014 (votação do 2º turno das eleições no Brasil), chamando atenção para as ações hostis de Washington, com o objetivo de impedir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. O documento está postado em redes sociais. Diz que uma possível chegada ao poder de Aécio Neves do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que representa os interesses dos magnatas, provocará dano irreparável ao país e removerá quaisquer impedimentos que haja hoje ante a interferência direta nos assuntos internos do país. Neves ficará no papel de instrumento obediente nas mãos do governo dos EUA. Washington está fazendo de tudo, para conseguir que Neves seja eleito – algumas coisas são feitas só discretamente; outras são ações completamente clandestinas.

Por Nil NIKANDROV

Se Dilma ganhar, essa eleição vai significar também a vingança de Getúlio Vargas contra o lacerdismo. Sei que o tempo presente nos chama. Mas um pouco de História vai bem. Na verdade, vou falar de um passado que é  presente… Vocês sabem que Carlos Lacerda foi o governador do Rio (e jornalista, e dono de jornal) que fazia oposição violenta contra Getúlio Vargas e o trabalhismo – isso tudo lá nos anos 1950 e 1960. Chamado de “O Corvo” pelos getulistas, Lacerda era bancado pelos EUA. E tinha apoio de uma classe média furiosa com os direitos trabalhistas, com a criação da Petrobrás e com a entrada em cena da “ralé” (que passava a definir eleições – votando em Vargas ou nos candidatos apoiados por ele).

Por Rodrigo Vianna

Uma das palavras da moda nestas eleições é “descontrução”. Ela tem sido usada pelos colunistas VPs, em tom de pretensa indignação, para definir o que o PT teria feito com Marina, no primeiro turno, e Aécio, no segundo. Ah, sim: entenda, por VPs, as Vozes dos Patrões. Marina é história. Tratemos da “desconstrução” de Aécio. Desconstruir implica torcer fatos, manipular informações, inventar coisas que prejudiquem determinada pessoa. Nada, absolutamente nada disso foi feito com Aécio. Examinemos alguns dados da alegada “desconstrução”.

Por Paulo Nogueira

Meus amigos, está chegando a hora e os conservadores, prematuramente, estão se achando derrotados. Infelizmente não tenho tanta certeza. Os últimos debates serão decisivos. O que peço aos amigos não é muito. Peço que fiquem de olho aberto contra notícias de última hora, furos de reportagem. É estranho que as "delações premiadas" tenham saído na semana das eleições. Capas de revistas sem credibilidade aparecerão nestes últimos dias com furos fantásticos.

Por Raymundo Oliveira

Em pronunciamento no horário eleitoral do PT nesta sexta-feira 24, presidente Dilma Rousseff anuncia que abrirá processo contra a revista Veja, do Grupo Abril; "O povo vai responder a Veja e seus cúmplices nas urnas", afirmou; ela disse que "a consciência livre da Nação não pode aceitar que mais uma vez se divulguem falsas denúncias no meio de um processo eleitoral"; e completou: "Eu darei a minha resposta a eles na Justiça"; petista chama de "barbaridade", "absurdo" e "crime" a denúncia "sem provas" de que ela e o ex-presidente Lula tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras; assista

A tentativa de golpe da Editora Abril contra a democracia brasileira não durou um dia. Menos depois de 24 horas após circular com uma edição extra, acusando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de "saberem de tudo" sobre o esquema denunciado na Petrobras, o "depoimento" do doleiro Alberto Youssef foi desmentido por ninguém menos que seu próprio advogado, o criminalista Antonio Figueiredo Basto. A edição de Veja foi antecipada para esta quinta-feira para tentar interferir na sucessão presidencial, sobrepondo-se à soberania popular. Na quarta-feira, pesquisas Ibope e Datafolha confirmaram a liderança da presidente Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais.


Manifesto do PCR para o 2º turno das eleições.  Os ricos (a classe dos capitalistas) e os trabalhadores conscientes de todo o mundo estão neste instante com os olhos voltados para o Brasil em função das eleições do próximo dia 26 de outubro, quando será escolhido(a) o(a) próximo(a) presidente do Brasil. É grande a expectativa por qual rumo seguirá o governo nos próximos anos, pela importância econômica e política que o país ocupa na América Latina e no mundo. Para os países imperialistas, este é um momento chave para que o Brasil volte a ser governado por um criado do grande capital, como aconteceu no período de FHC-PSDB (1995-2002).

O candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, parece mesmo não entender nada sobre liberdade na internetparticipação social e democracia. Após perseguir politicamente a jornalista Rebeca Mafra, do Canal Brasil, que recebeu um mandado de busca e apreensão por supostamente causar "crimes contra a honra" do candidato na rede, o tucano voltou à baila. Em agosto/setembro de 2014, Aécio processou 66 perfis no Twitter, dentre eles, os de turquim5Pablo VillaçaAltamiro Borges e Antonio Mello, além dos perfis do Diário do Centro do Mundo  e do Seja Dita Verdade. A “denúncia” de Aécio não vicejou na Justiça e ainda rendeu bronca do Twitter ao candidato a presidente: “São meras elucubrações do autor, absolutamente desprovidas de qualquer indício de veracidade”.

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