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Grandes avenidas ainda se abrirão por onde passará o homem livre! - Salvador Allende, 11 set 1973

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Após 16 anos de prisão arbitrária, os três antiterroristas cubanos que ainda estavam detidos nas cadeias de Miami finalmente foram libertados, após um acordo entre Cuba e Estados Unidos envolvendo também a troca pelo ex-contratista Alan Gross. O anúncio foi feito pelo presidente cubano, Raúl Castro, em cadeia de rádio e Tv de Cuba na tarde desta quarta-feira (17/12). Desde a manhã já se especulava sobre a conversa que ele e o presidente dos EUA, Barack Obama, haviam realizado por telefone durante cerce de uma hora na terça-feira (16/12), primeira conversa oficial entre presidentes dos dois países desde 1961.

Por Diário Liberdade

Os dois lados. É desonesto não aceitar a diferença entre a violência clandestina de contestação a um regime ilegítimo e a violência que arrasta toda a nação para os porões da tortura. Na reação ao relatório da Comissão da Verdade sobre as vítimas da ditadura, afirma-se que, para ser justo, ele deveria ter incluído o outro lado, o das vítimas da ação armada contra a ditadura. Invoca-se uma simetria que não existe.

Por Luís Fernando Veríssimo

Presidente Rousseff declara guerra à classe trabalhadora. A classe trabalhadora brasileira está a enfrentar o mais selvagem assalto aos seus padrões de vida em mais de uma década. E não são apenas os trabalhadores industriais que estão sob ataque. Os trabalhadores rurais sem terra, os empregados assalariados do sector público e privado, professores, profissionais da saúde, desempregados e pobres estão a enfrentar cortes maciços no rendimento, nos empregos e nos pagamentos de pensões. 

Por James Petras

Poema escrito por Geraldo Sardinha em 1973 na prisão da Marinha, Cidade Velha de Montevidéu - Uruguai. Sardinha é um lutador que militou no movimento estudantil durante a década de 1960, partindo depois para o exilio no Uruguai, onde participou do Movimento de Liberação Nacional - Tupamaros, organização popular insurgente de resistência revolucionária e luta armada das décadas de 1960 e 1970. Tendo sua história de vida e militância profundamente ligada ao restaurante estudantil Calabouço, ele é produtor executivo do documentário “Calabouço 1968 - Um tiro no coração do Brasil” juntamente com Paulo Gomes, ambos integrantes da Rede Democrática.

Raúl Castro anunciou que chegaram a Havana os três últimos prisioneiros antiterrorista cubanos que permaneceram em cárceres norte-americanas.

O presidente cubano Raúl Castro anunciou nesta quarta-feira (17) que chegaram a Havana os três últimos prisioneiros antiterroristas cubanos que permaneceram em cárceres norte-americanas por mais de 16 anos. As libertações representam o maior sinal de mudança nas relações EUA-Cuba desde à imposição do bloqueio à ilha, em 1961.

Dando continuidade ao projeto memória viva de resgate de fatos históricos  ainda  bastante desconhecidos por grande parte da população brasileira, no dia 12 de dezembro de 2014, os produtores do documentário CALABOUÇO 1968 – UM TIRO NO CORAÇÃO DO BRASIL , Paulo Gomes Neto e Geraldo Sardinha, foram a Salvador – Bahia especialmente para participar do evento no bairro Barbalho, apresentando o documentário histórico, dirigido pelo cineasta Carlos Pronzato, sobre as lutas estudantis de 1968, destacando as batalhas que foram o epicentro daquele movimento na resistência à Ditadura Militar de 1964. O ato se realizou no CEFET - Centro Federal  Tecnológico, em Salvador, estado da Bahia, onde estudam cinco mil alunos. Após a exibição do filme, houve intensos debates com professores e alunos.

Por Paulo Gomes Neto

Funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) fizeram, na quinta-feira (11/12), uma série de denúncias contra a empresa, em audiência pública na Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Entre as principais reclamações estão a precariedade das condições de trabalho e dos serviços, além de assédio moral por parte da companhia aos garis do município. De acordo com o deputado Paulo Ramos (PSOL), que presidiu a audiência pública, o objetivo da reunião foi chegar a um acordo: “A Comissão do Trabalho da Alerj tenta contribuir para que haja um entendimento entre a prefeitura do Rio e a categoria. São reivindicações básicas que dependem de acordo político”.

Chile prepara-se para derrubar “lei da anistia” com imprescritibilidade de crimes. O governo da presidente Michelle Bachelet cumpre mais uma promessa de campanha: o fim da “lei da anistia”, forjada em 1978 pela ditadura Pinochet e adotada em 1979 no Brasil pelo Gen. João Figueiredo, para garantir a impunidade aos militares violadores de Direitos Humanos. Três meses atrás, durante as vigílias do 41º aniversário do golpe de 11 de setembro de 1973, Bachelet confirmou a inclusão do tema espinhoso na pauta do Executivo. Cumprindo a agenda, na última semana, o vice-presidente Rodrigo Peñailillo anunciou a entrega ao Congresso do projeto de Reforma Constitucional, que acaba com a anistia em casos de crimes de guerra, lesa-humanidade e genocídio, determinando sua imprescritibilidade.

Por Frederico Füllgraf

Crimes contra a humanidade são imprescritíveis e insuscetíveis de anistia. Ou de autoanistia, o que é mais pérfido ainda. Há Razão de Estado que possa nos fazer ignorar tal quadro? É uma escolha entre civilização e barbárie. Se se permitir isso, se se condescender que um Estado possa em algum momento aniquilar ou torturar ou destruir vidas de seus próprios cidadãos, se continuarmos a admitir que a soberania estatal é absoluta, se persistirmos na noção simplória de que o Direito é tudo e apenas o que o Estado diz que é Direito, permanecerão as condições que geraram Auschwitz e que gerarão outras Auschwitz.

Por Márcio Sotelo Felippe

Muito mais que amigo do presidente José Mujica, de quem foi ministro da Defesa até 27 de julho de 2011, o senador Luis Rosadilla, da Frente Ampla, integra as comissões de Defesa e de Inteligência no Legislativo uruguaio. Foi ele quem, em julho de 2013, falou pela primeira vez sobre a possibilidade do Uruguai acolher os homens que vivem presos ilegalmente na base militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba. Em entrevista ao jornal brasileiro Zero Hora (09/12), Rosadilla (60 anos) explica o porquê de o governo do qual participa ativamente ter tomado esta iniciativa de carater humanitário e destaca que os refugiados estavam sequestrados há 12 anos pelo governo dos EUA, presos sem acusações e torturados.

Os militares, constitucionalmente submetidos ao poder civil no papel, pintam e bordam. Pior: a presidente da República, chefe deles, não dá um pio. O mínimo a esperar era que, diante de um relatório como o da Comissão da Verdade, a presidente repudiasse publicamente os responsáveis pelos anos de chumbo. Em nome das Forças Armadas. Isto mesmo. Concessões diante da barbárie na ditadura alimentam cotidiano das delegacias e banditismo parlamentar. O deputado Bolsonaro está aí para provar.

Por Ricardo Melo

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