Rede Democrática

Grandes avenidas ainda se abrirão por onde passará o homem livre! - Salvador Allende, 11 set 1973

  • aumente a fonte
  • Default font size
  • diminua a fonte
Sáb, 08 de Junho de 2013 17:29

EUA espionam o mundo

Escrito por  Da Redação
Vote neste artigo
(5 votos)

O governo dos Estados Unidos espiona o mundo. Com a colaboração da empresa Verizon obteve ligações de celulares de milhões de cidadãos desde 2007. E foram além, segundo os jornais Guardian e Washington Post. Junto ao Google, Apple, Microsoft, Facebook, Skype e YouTube, entre outros, o governo americano capturou dados de milhões de usuários. 

Por Bob Fernandes 

No estado de Utah a agência NSA está construindo um datacenter - ou seja, um armazém de dados. Só o prédio, a maior construção civil no país, custa US$ 2 bilhões. Mais US$ 2 bilhões gastos em software e hardware.

Isso começou com Bush e continua com Obama. A desculpa é o combate ao terrorismo. Há 5 anos, o cientista brasileiro Silvio Meira publicou em seu blog detalhes de programa semelhante; que os ingleses ensaiavam fazer.

Há mais de 10 anos, entre o final dos anos 90 e meados dos anos 2000, relatos a respeito do Brasil. Sob estrondoso silêncio contamos como o Brasil era espionado pelos Estados Unidos.

Com detalhes, a forma como a CIA montou o prédio e o aparato tecnológico que servia à Polícia Federal. À época o setor chamava-se CDO, depois SOIP. Só eram aceitos policiais brasileiros que se submetessem ao detector de mentiras lá nos Estados Unidos.

Carlos Costa, chefe do FBI no Brasil por 4 anos, revelou em entrevista como FBI, CIA e DEA operavam no Brasil. Contou como grampearam e espionavam governo e empresários. Silêncio e sorrisos de desconfiança, como se as denúncias fossem fruto de antiamericanismo juvenil. Agora, em escala mundial, aí estão os fatos.

No Brasil, mídia se desmancha

Esta notícia explode ao tempo em que, no Brasil, seguem demissões em massa no setor de mídia e imprensa. Com novos cortes programados, passarão de 3 mil as demissões em um ano. E isso a se contar só o mercado sudeste e sul.

Essas histórias, de espionagem e de demissão em massa, têm tudo a ver. Elas demarcam o choque, a transição entre dois mundos. Um é o mundo da prensa, de Gutemberg, que vai definhando 500 anos depois de nascer. O outro é o mundo da eletrônica, que hoje governa nossas vidas.

Seja em que área for, inclusive a da mídia eletrônica, o setor que não entender, não incorporar a nova lógica, não sobreviverá. Como individuo ainda dá, felizmente, mas como agrupamento empresarial, como negócio, não.

Como é possível, por exemplo, imaginar o fazer conteúdo, jornalismo, proibindo até mesmo a citação de redes sociais como facebook e twitter?

Só estas duas redes tem cerca de 1,5 bilhão de usuários/dia e mais de 3 bilhões de acessos diários. Ninguém deve se render acriticamente às redes, nem a tais marcas. Mas negar ou esconder que existem é agarrar-se a um mundo que vai desaparecendo.


EUA espionam usuários do Google, Facebook e Yahoo

Por Daniele Silveira

O governo dos Estados Unidos tem acesso direto aos sistemas das principais empresas da internet, como Google, Facebook, Yahoo, Microsoft, PalTalk, AOL e Apple. Ossites Youtube (Google) e Skype (Microsoft) também são monitorados. A informação consta em um documento secreto divulgado pelo jornal britânico “The Guardian” na última quinta-feira (6).

De acordo com o jornal, o governo monitora o histórico de buscas, arquivos, conteúdo de e-mails e bate-papos on-line de usuários que consideram suspeitos. Os dados são coletados pela polícia federal dos Estados Unidos (FBI) e pela Agência Nacional de Segurança (NSA), com o objetivo de rastrear as movimentações dessas pessoas na internet.

O programa de obtenção dos dados foi iniciado em 2007 na Microsoft, ainda sob o governo de George W. Bush. Porém, denúncias recentes reforçam a continuidade da prática de espionagem.

Nesta semana, o governo estadunidense havia admitido grampo aos registros telefônicos de clientes da operadora Verizon. A confirmação foi dada em resposta a documentos divulgados também pelo “The Guardian”.

Algumas empresas, como a Apple, disseram desconhecer esse programa de invasão de seus sistemas. Já a Google confirmou a divulgação dos dados dos usuários ao governo, conforme determinações judiciais.


Governo Obama espiona em segredo milhões de telefonemas de cidadãos

Apesar de ter sido eleito sob o lema da mudança, o presidente estadunidense, Barack Obama, parece estar seguindo os mesmos passos do antecessor, George W. Bush. Reportagem desta quinta-feira (06) do jornal britânico The Guardian mostrou que a administração atual segue espionando a população do país com a justificativa da "guerra ao terror" e amparado no "Patriot Act", controversa lei aprovada em 2001 que suprime as liberdade civis.

Segundo o Guardian, a NSA (sigla em inglês de Agência de Segurança Nacional) dos EUA criou um banco de dados com ligações telefônicas e mensagens de voz de milhões de cidadãos, coletadas de pessoas que utilizam o serviço da operadora Verizon – uma das mais populares no país. O jornal obteve cópia de uma ação judicial sigilosa da NSA.

A ordem da administração Obama para espionagem foi dada no dia 25 de abril deste ano, autorizando as autoridades policiais a terem acesso ilimitado ao local, duração e conteúdo de uma ligação, assim como mensagens de voz. A medida não se restringe ao território estadunidense: todos os usuários da operadora Verizon no exterior podem ter tido seus registros telefônicos interceptados pelo governo.

Horas após o anúncio feito pelo Guardian, a Casa Branca reconheceu que monitorou milhões de clientes de telefonia fixa e móvel da operadora Verizon.

A chamada Corte Estrangeira de Vigilância de Inteligência (Fisa), que é secreta, teria concedido a ordem ao FBI, que teve a missão de executar o plano que, segundo o Guardian, tinha um tempo específico para acontecer – de 25 de abril até 19 de julho. De acordo com o jornal britânico, a natureza da informação que é fornecida a NSA é bastante incomum, já que, em geral, as ordens emitidas pela Fisa se relacionam com uma pessoa determinada que deva ser investigada, seja suspeito de ser membro de um grupo terrorista ou agente de outro país.

Comparando as datas, a ação de espionagem foi iniciada 10 dias depois da explosão das bombas na Maratona de Boston, ataque que deixou dois mortos e mais de 100 feridos. Na ocasião, foi publicado pela imprensa estadunidense que todos os telefones da região metropolitana de Boston estavam grampeados.

Na administração de George W. Bush, a imprensa estadunidense revelou uma série de gravações e escutas telefônicas ordenadas com base no "Patriot Act". Essa é a primeira vez, no entanto, que, sob a tutela de Obama, um caso de espionagem de grandes proporções é revelado. Fato que pode dar "sinais da continuação da política de controle da população", segundo a imprensa europeia.

Julian Assange acusa EUA de tentar "lavar" espionagem

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, criticou nesta sexta-feira (7) em entrevista à rede de televisão americana CBS News os casos de "espionagem em massa" dos Estados Unidos revelados pela imprensa local.

Assange, asilado atualmente na embaixada equatoriana em Londres para evitar sua extradição à Suécia, disse que "as pessoas têm o direito de entender o que o governo faz em seu nome".

O fundador da organização responsável pelo maior vazamento de documentos sigilosos da história dos EUA opinou que não é necessário conhecer "todos os aspectos, cada detalhe" dos programas de espionagem, mas sim "suficientes parâmetros para saber o que está acontecendo".

Os jornais The Washington Post e The Guardian revelaram ontem que a NSA (Agência de Segurança Nacional, na sigla em inglês) e o FBI recebiam dados diretamente dos servidores de Microsoft, Yahoo!, Google, Facebook, PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple para controlar comunicações no exterior de suspeitos de terrorismo.

Além disso, o Guardian revelou que as duas agências têm também acesso a dados de ligações dentro dos EUA da operadora de telefonia Verizon, o que também ocorre com outras duas companhias de telecomunicações, AT&T e Spring, de acordo com o Wall Street Journal.

"De nenhuma maneira a opinião pública americana ou internacional estava a par, em detalhes, destes programas maciços de espionagem", afirmou Assange à CBS News.

O fundador do Wikileaks disse que possivelmente a fonte que vazou a informação ao Guardian e ao Washington Post sobre os programas de espionagem de registros telefônicos e de comunicações na internet terá o mesmo destino do soldado Bradley Manning, que está sendo julgado por revelar centenas de milhares de documentos sigilosos ao portal de Assange.

Manning pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado de "ajuda ao inimigo".

Assange disse na entrevista que sente "preocupação" pela possibilidade de que Manning seja condenado "a uma morte em vida" e disse ser "completamente falso" que os vazamentos do soldado ao Wikileaks tenham colocado em risco a vida de americanos.

"Nem mesmo o Pentágono disse que uma só pessoa tenha sido atacada fisicamente como resultado das publicações", afirmou.

Fonte: Opera Mundi


Aí ó! Está no DNA deles. Predadores. Armados. Armas modernas. Alta tecnologia. Terceirizaram a guerra com mercenários. 

Não suportam oposição. Mentem. Covardes. Cobiçam as riquezas dos vizinhos. Invadem. 

Financiam ditaduras. Não respeitam fronteiras. Não respeitam a vida. Cruéis. 

Eliminam quem eles acham que está no caminho deles. 

Acham que somente eles têm direitos. Os donos do planeta. 

Quantos milhões foram mortos por eles? 

Quantos milhões foram mortos em conflitos fomentados por este povo? 

O capitalismo não perdoa. A humanidade resiste e esperneia. 

Cuidado! Salve-se quem puder. 

Eli


Leia também:

CIA tem acesso ao material do Google

Facebook e Google ajudam governo espanhol na repressão

EUA: o imperialismo e seu olho

Mais um crime dos EUA‏

O terrorismo de estado da administração Obama

O Reino Unido como "estado canalha"

Informações adicionais

  • Campo de paginas:

Escreva um comentário

Notícias

Precisamos de sua contribuição
Ajude a manter o Jornal. Obrigado.
Conheça o filme Codinome Clemente